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Espanha: ecologistas denunciam ausência de responsáveis políticos no processo do Prestige

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Espanha: ecologistas denunciam ausência de responsáveis políticos no processo do Prestige

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As organizações ecologistas espanholas protestam contra a ausência de responsáveis políticos, na abertura do julgamento para apurar quem provocou a pior maré negra da história do país.

No exterior do tribunal da Corunha, centenas de manifestantes do coletivo “Nunca Mais” apontavam o dedo ao chefe do governo, Mariano Rajoy, então ministro do Interior.

Dez anos depois do naufrágio do Prestige, sentam-se no banco dos réus o comandante e o chefe mecânico do navio, ambos de nacionalidade grega, e o diretor da Marinha mercante espanhola da época.

O quarto acusado, um filipino que era o segundo oficial do Prestige, continua em fuga.

O petroleiro partiu-se em dois e afundou-se a 19 de Novembro de 2002 ao largo da Galiza, depois de passar seis dias à deriva, deixando escapar cinquenta mil toneladas de crude.

A maré negra do Prestige causou danos na costa galega estimados em perto de quatro mil milhões de euros, com enormes prejuízos para a fauna e a pesca local.

Na altura, Rajoy esteve no centro da polémica pela recusa em reconhecer a existência de uma maré negra.