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Portugal: governo "sem margem de manobra" para aligeirar austeridade

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Portugal: governo "sem margem de manobra" para aligeirar austeridade

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O governo português não recua no aumento da carga fiscal prevista no orçamento de estado para 2013 e afirma-se sem margem de manobra para renegociar os objetivos da Troika.

Um argumento que não convenceu nem as duas mil pessoas que se manifestaram ontem frente à Assembleia da República, nem o CDS/PP que segundo algumas fontes, equaciona abandonar o governo de coligação.

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, afirmara ontem que, “pôr em causa o novo orçamento seria pôr em causa todo o processo de ajustamento”.

Apesar da tensão, os protesto de ontem na Assembleia da República terminaram sem incidentes.

A proposta de orçamento de estado, que deverá ser submetida ao parlamento no final do mês, prevê cortes na ordem dos 5,3 mil milhões de euros, 80% dos quais deverão ser financiados pelo aumento dos impostos, em especial do IRS.

Medidas criticadas por alguns analistas que temem que o país não saia da espiral de recessão, com uma queda do PIB de 3% prevista para 2012 e um desemprego que atinge 16% da população.