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Ex-comissário Dalli: "Barroso obrigou-me a demitir"

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Ex-comissário Dalli: "Barroso obrigou-me a demitir"

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O ex-comissário europeu da Saúde nega ter apresentado demissão, na sequência de uma investigação da agência europeia anti-fraude (OLAF).

Numa entrevista ao sítio internet “New Europe”, um dia após abandonar o cargo, o maltês John Dalli afirmou-se inocente das suspeitas de que teria tido contatos, em meados de março, com um lóbi da indústria tabaqueira.

Dalli, que tinha pedido uma investigação às alegações, afirma que Durão Barroso lhe teria dado ontem um ultimato para abandonar o cargo, após ter recebido os resultados do inquérito da OLAF.

A saída de cena de Dali ocorre a dias de entrar em vigor a nova diretiva europeia de produtos de tabaco, que se encontra suspensa até à nomeação de um novo comissário maltês.

O diretor-geral da OLAF, Giovanni Kessler, que se escusou a divulgar o relatório da investigação, afirma que Dalli estaria ao corrente das reuniões com os lóbis, mas que nunca teria encontrado pessoalmente nenhum responsável, nem recebido dinheiro.

Na base do escândalo, está um empresário maltês, Silvio Zammit, que se teria utilizado da sua proximidade com o comissário europeu para propor pelo menos duas reuniões aos lobistas, mediante o pagamento de somas avultadas.

Os lobbistas, nomeadamente uma empresa de tabaco de mascar sueca, que pretenderiam influir sobre a nova diretiva europeia, estão igualmente por detrás da queixa que originou a investigação.

Zammit apresentou ontem demissão do cargo de vice-presidente da câmara de Sliema, em Malta, pouco após o anúncio da demissão de Dalli, anunciada num comunicado da Comissão Europeia.

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