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Cimeira da UE: a encruzilhada da austeridade

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Cimeira da UE: a encruzilhada da austeridade

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A cimeira de Outono da UE tenta salvar a zona euro disciplinando bancos e orçamentos de Estado. Mas para algumas vozes, o problema só se resolverá com mais integraçção política, como defende o federalista Guy Verhosfstad.

“A união política não deve ser adiada, é necessário avançar com ela porque, caso contrário, esta crise vai perpetuar-se. Penso que não podemos reduzir esta crise às questões monetárias e à intervenção do Banco Central Europeu”, disse o líder dos liberais e democratas do Parlamento Europeu.

Se a Alemanha parece bem sucedida na estratégia da disciplina, a França tem mais dificuldade em avançar com o pacto para o crescimento e emprego que combata a recessão, como realça o analista do centro de estudos Redifine.

“O FMI realçou recentemente que a austeridade está a empurrar-nos para uma espiral descendente, nomeadamente com aumento da agitação social na Grécia e em Portugal. E há também a questão séria da tendência separatista na região espanhola da Catalunha. Isto revela que o tecido social, o tecido político e as própias relações entre os estados-membros estão a degradar-se”, afirmou Sony Kapoor.

Os líderes têm também pouco tempo para chegar a acordo sobre o oçamento plurianual, e parece difícil que a Comissão Europeia consiga o aumento que pediu, muito criticado pelo Reino Unido.

“Num momento de austeridade na Europa e quando a UE exige cortes na administração pública, não faz sentido que depois venha pedir que o seu próprio orçamento seja aumentado. Queremos ver a austeridade na própria UE, bem como nos estados-membros”, disse Martin Callanan, eurodeputado britânio, líder do grupo conservador do Parlamento Europeu.