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Nova desaceleração da China

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Nova desaceleração da China

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A economia chinesa desacelerou pelo sétimo trimestre consecutivo. Pequim registou, entre julho e setembro, o menor crescimento desde o primeiro trimestre de 2009, em plena crise financeira.

Os dados surgem num momento delicado, com a mudança na chefia do Estado nas próximas semanas.

No terceiro trimestre, o país cresceu 7,4%, contra 8,1% nos primeiros três meses do ano. Longe do crescimento acima de 10% que se verificou nas últimas décadas.

Patrick Chovanec, professor catedrático e perito em questões chinesas, explica: “O problema é que, nos últimos 30 anos, a economia chinesa foi orientada para tirar os recursos do consumo para impulsionar o investimento e a produção. Agora tem de inverter os canais de recursos de novo para o setor doméstico”.

A crise na zona euro e a desaceleração norte-americana fez recuar as exportações chinesas.

A segunda maior economia mundial conta com uma aceleração do consumo no final do ano para cumprir a meta de crescimento de 7,5% fixada para 2012. Em setembro, as vendas a retalho subiram 14%, graças a uma inflação inferior a dois por cento.