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"Pró-vida" contra abertura da primeira clínica de aborto da Irlanda do Norte

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"Pró-vida" contra abertura da primeira clínica de aborto da Irlanda do Norte

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Foi perante uma manifestação “pró-vida” que a primeira clínica privada de aborto da Irlanda do Norte abriu as portas.

A clínica é gerida pelo centro Marie Stopes, uma organização presente, há 30 anos, em 42 países, e receberá igualmente pacientes da vizinha República da Irlanda.

Para os ativistas “pró-vida”, embora legal, a clínica é imoral. “Temos bons obstetras e um serviço de Saude que se ocupa das mães e dos bebés… tirar a vida a uma criança não nascida não é uma opção. Há duas pessoas em cada gravidez”, insurge-se Bernadette Smyth, da “Precious Life”.

A clínica está submetida à lei da Irlanda do Norte – mais restritiva que aquela em vigor no resto do Reino Unido – que autoriza o aborto até às 9 semanas, para mulheres de mais de 16 anos cuja vida esteja em perigo.

Suzanne Lee, de 23 anos e que, há uns meses, recorreu à pílula abortiva, não poderia ter sido recebida nesta clínica, mas não está arrependida da decisão: “Não lamento ter abortado. O que lamento é a forma como as pessoas me tratam agora e o facto de não ter tido acompanhamento médico.”

O ministério público da Irlanda do Norte pede a abertura de um inquérito à clínica, para determinar se respeita realmente a lei local.