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Pugilista homossexual busca 22 vitória no ringue

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Pugilista homossexual busca 22 vitória no ringue

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Orlando Cruz foi o primeiro pugilista a deixar cair o tabu da homossexualidade por terra. Aos 31, o porto-riquenho tem esta sexta-feira o primeiro combate oficial desde que revelou ser gay no início do mês. O pugilista vai tentar revalidar o título de campeão da América Latina na categoria menos 57kg na Florida. Pela frente, Cruz tem o mexicano Jorge Pazos.
 
Depois de um sufoco que durou anos, Cruz diz-se “aliviado” por ter revelado a sua opção sexual. Para lá chegar o porto-riquenho precisou “de ajuda física e mental”, tal como revela nesta entrevista. Há quatro anos que Orlando Cruz vive em Nova Iorque, onde se preparou para dar este passo. O pugilista diz ter “passado por altos e baixos num desporto machista como o boxe, mas a carreira nos ringues é uma prioridade”.
 
Para além do boxe, o porto-riquenho é um apaixonado de salsa. A música latina faz parte dos seus treinos diários nos ringues. Orlando Cruz vai agora defender o cinturão e o quarto lugar no ranking da Organização Mundial de Boxe contra um grande admirador do seu boxe.
 
Jorge Pazos diz que será “muito difícil tirar o cinturão a Cruz, que é um excelente pugilista”. O mexicano deixou claro que pouco lhe importam as opções sexuais do rival e está somente focado na luta nos ringues.
 
Cruz entrou no boxe com apenas sete anos depois de ver Mohammed Ali em combate. A lenda do boxe mundial é o grande ídolo do porto-riquenho que já disputou 21 combates e somou 18. Como amador, Cruz representou Porto Rico nos Jogos Olímpicos de Sidney em dois mil.