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Líbano: Atentado mata alta patente dos serviços secretos

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Líbano: Atentado mata alta patente dos serviços secretos

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Um carro armadilhado explodiu esta sexta-feira no centro de Beirute fazendo pelo menos oito mortos, entre os quais um alto responsável dos serviços secretos libaneses.

A vítima, o muçulmano sunita Wissam al-Hassan foi o homem que dirigiu a investigação que implicou a Síria e o Hezbollah na morte do ex primeiro-ministro Rafik Hariri.

Os muçulmanos sunitas tomaram as ruas de Beirute para condenar o assassinato do general Hassan, morto junto à praça Sassine, no coração do bairro cristão da capital.

As vozes da ira viram-se novamente para a Síria e para o Hezbollah.

É o primeiro atentado na capital libanesa desde janeiro de 2008.

Para além de quase 80 feridos, o atentado deixou várias famílias sem teto.

O ataque surge numa altura de grande tensão, em Beirute, entre apoiantes das diferentes fações envolvidas no conflito na Síria, país que tutelou, de facto, durante décadas, o Líbano.

Damasco já condenou o atentado que ocorreu junto à sede de um partido da oposição cristã libanesa, hostil ao regime sírio de Bashar al-Assad.

O fantasma da guerra civil volta a assolar o Líbano.