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Paz na Síria: Missão Impossível?

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Paz na Síria: Missão Impossível?

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O conflito na Síria parece mais à beira de alastrar aos países vizinhos do que de um cessar-fogo, apesar da multiplicação dos apelos a uma paz, nem que temporária, nas hostilidades.

As bombas de fragmentação do regime sírio e os obuses dos rebeldes fizeram mais de 1000 mortos em menos de uma semana.

É com este cenário, a que se junta o receio do alastrar do conflito ao Líbano e à Turquia, que Lakhdar Brahimi aterrou esta sexta-feira em Damasco.

Nos próximos dias, o enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe vai, nas suas palavras, falar com os seus “irmãos na Síria” sobre a “importância de reduzir a violência”.

Objetivo de Brahimi: Conseguir um cessar-fogo, pelo menos durante os quatro dias de celebrações do Eid al-Adha, a festa do Sacrifício no calendário muçulmano que terá lugar já na próxima semana, a partir de 26 de outubro.

Mas nem rebeldes, nem Bashar al-Assad parecem escutar a voz de Brahimi, a que se junta os apelos a tréguas expressos pela Alemanha, mas também pela Turquia que, por seu turno, voltou a bombardear a Síria em retaliação por um ataque que atingiu solo turco.

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco apareceu perante as câmaras pregando por “um cessar-fogo de todas as partes na Síria, especialmente durante os quatro dias do feriado de Eid al-Adha”, esperando que a trégua “se prolongue no tempo”.

Das Nações Unidas chega ainda o alerta do Programa Alimentar Mundial que precisa de mais 56 milhões de dólares para assegurar as necessidades básicas, até ao final deste ano, de um número crescente de refugiados do conflito, atualmente estimado em 2,5 milhões de pessoas.