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Líbano teme o "pior"

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Líbano teme o "pior"

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A oposição libanesa acusa o presidente sírio de orquestrar o atentado desta sexta-feira em Beirute e vários políticos exigiram a demissão do governo, no qual o Hezbollah – aliado xiita de Damasco – tem um papel preponderante.

Esta manhã, em Beirute, ainda se viam vestígios das manifestações de protesto pelo ataque que matou um dirigente dos serviços secretos libaneses, o general sunita Wissam al-Hassan.

A imprensa é unânime a afirmar que o Líbano deve esperar o “pior” na sequência do assassinato e nas ruas volta a pairar o espectro da guerra civil

O ex-primeiro-ministro Saad Hariri responsabilizou o regime de Bashar Al-Assad pelo atentado, apesar da Síria ter condenado o ataque.

Após uma reunião do bloco 14 de Março, o irmão de Saad, Ahmad Hariri, disse que a coligação opositora “considera o primeiro-ministro Najib Mikati como pessoalmente responsável pelo sangue derramado de Wissam al-Hassan e dos inocentes mortos em Ashrafieh”.

Para além do responsável dos serviços secretos, a explosão de um carro armadilhado no centro de Beirute fez outros 7 mortos e 86 feridos, segundo o balanço oficial.