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Oposição acusa Damasco por atentado de Beirute e quer demissão do governo

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Oposição acusa Damasco por atentado de Beirute e quer demissão do governo

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A oposição libanesa acusa o presidente sírio de orquestrar o atentado desta sexta-feira em Beirute.

Vários políticos exigiram também a demissão do governo, no qual o Hezbollah – aliado xiita de Damasco – tem um papel preponderante.

Em Beirute e noutras cidades do país multiplicaram-se, pela noite dentro, as manifestações de protesto pela morte do chefe dos serviços secretos da polícia libanesa, o general sunita Wissam al-Hassan, no atentado no movimentado bairro de Ashrafieh.

O ex-primeiro-ministro Saad Hariri acusou abertamente o regime de Bashar Al-Assad, apesar da Síria ter condenado o ataque.

Após uma reunião do bloco 14 de Março, o irmão, Ahmad Hariri, disse que a coligação opositora “considera o primeiro-ministro Najib Mikati como pessoalmente responsável pelo sangue derramado de Wissam al-Hassan e dos inocentes mortos em Ashrafieh”.

Para além do chefe dos serviços secretos, a explosão de um carro armadilhado no centro de Beirute fez outros 7 mortos e 86 feridos, segundo o balanço oficial.

O regime sírio já foi várias vezes acusado pela série de atentados e assassinatos que visaram, entre 2005 e 2008, personalidades políticas hostis a Damasco, nomeadamente o ex-primeiro-ministro Rafic Hariri, pai de Saad Hariri.