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Líbano: apelo a mobilização contra a Síria no funeral de al-Hassan

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Líbano: apelo a mobilização contra a Síria no funeral de al-Hassan

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A oposição libanesa apelou a uma mobilização maciça contra a Síria no funeral do chefe dos serviços secretos da polícia.

A morte do general sunita Wissam al-Hassan no atentado de sexta-feira em Beirute provocou um sismo político, multiplicando-se os apelos à demissão do governo. Após uma consulta com o presidente, o primeiro-ministro Najib Mikati disse que vai manter-se no cargo pelo “interesse nacional” e para evitar “o vazio político” que poderia mergulhar o país no caos.

Acampados perto da sede do governo, manifestantes sunitas prometem manter os protestos até à demissão do executivo.

A mulher e os dois filhos de al-Hassan, que vivem em França, regressaram a Beirute este sábado para o funeral.

O general teve um papel chave nas investigações dos assassinatos que visaram, entre 2005 e 2008, personalidades libanesas hostis à Síria, como o antigo primeiro-ministro Rafic Hariri.

Al-Hassan será enterrado no mesmo mausoléu que Hariri, na mesquita Al-Amine.

Tal como com Hariri, a oposição e peritos atribuem o atentado que matou o chefe dos serviços secretos da polícia ao regime sírio.