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Privatização no canal do Panamá cada vez mais contestada

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Privatização no canal do Panamá cada vez mais contestada

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Os protestos deste sábado, em Colón, no Panamá, já não degeneraram em violência, mas voltaram a assinalar a sonora oposição à venda de terrenos que circundam o canal que liga os oceanos Atlântico e Pacífico.

Vários grupos económicos panamianos e o bispo de Colón juntaram-se ao movimento de rejeição da polémica lei aprovada no parlamento e promulgada pelo presidente Ricardo Martinelli.

Justamente, um dos manifestantes salientava, durante o ajuntamento, que a aprovação dessa lei foi “irresponsável” e que a contestação não vai parar.

O governo panamiano pretende atribuir a opção de compra sobre os terrenos da Zona de Livre Comércio de Colón, a segunda maior do mundo depois de Hong Kong, arrendados atualmente a mais de 2 mil empresas, a maior parte das quais estrangeiras.

A abertura à privatização de solo nacional para equilibrar os cofres públicos gerou protestos caóticos na passada sexta-feira. Uma criança de 10 anos morreu na sequência de um disparo cuja autoria ainda não foi determinada.