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Como montar uma empresa ecológica?

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Como montar uma empresa ecológica?

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Montar um negócio, ganhar dinheiro e, ao mesmo tempo, combater as alterações climáticas. É a ambição de Sarah Smith.

A estudante britânica criou um sistema de bicicletas de carga adaptadas à cidade.
Só falta o financiamento…

O projeto vai ser apresentado em Paris diante de um painel de peritos e investidores: “Sinto-me nervosa, é uma mistura de nervos e excitação. Gosto muito da ideia, é muito importante para mim e para a minha equipa. Não os quero desiludir”, diz a jovem à euronews.

Aos 26 anos, Alexander Greif assume também uma veia empreendedora.

Cansado dos engarrafamentos sem fim e da poluição, o estudante alemão concebeu um sistema inovador de partilha de carros.

Tal como Sarah, vai apresentar o projeto em Paris, isso se conseguir sobreviver aos caos da capital francesa: “O nosso objetivo é tentar resolver o problema da partilha de carros. Normalmente, é algo muito difícil. É preciso antecipar, encontrar condutores que vão para o mesmo sítio, e quem paga sou eu. O que nós queremos é que o cliente, aquele que paga, seja o principal beneficiário do serviço. São os condutores que competem para encontrar clientes e desse modo podem ganhar dinheiro”, explica.

Sarah e Alex frequentaram um curso de verão com duas centenas de estudantes de vários países.

A iniciativa, apoiada pela Comissão Europeia, visa apoiar os empresários do futuro: uma nova geração capaz de conceber ideias de negócios que ajudem a combater o aquecimento global.

É preciso ter uma mente criativa, pelo menos alguém no grupo tem de ser criativo. E é preciso alguém que saiba de finanças e possa vender a ideia, fazer dela uma solução prática e viável”, diz Sarah.

Durante o curso, os estudantes viajaram pela Europa fora, para assistir a conferências e discutir com peritos. No último dia, as equipas apresentaram o projeto a um painel de jurados e investidores.

Alex acredita que é preciso ser ao mesmo tempo idealista e pragmático: “As pessoas não se preocupam muito com as alterações climáticas porque é um processo muito longo.
Para motivar as pessoas, é preciso que elas possam poupar dinheiro. Para nós é um negócio, porque queremos ganhar dinheiro, e ao mesmo tempo, tentamos mudar o mundo onde vivemos”.

Para Sarah Smith, a comunicação é a alma do negócio. A equipa preparou uma apresentação dinâmica e espera convencer os investidores a apostar nas bicicletas de carga: “É importante ter confiança para falar com as pessoas, contactá-las, fazer inquéritos, conseguir contactos com os governos e as empresas. É muito importante, porque todas essas coisas ajudam-nos a fazer avançar as coisas”.

A estratégia foi bem-sucedida. O projeto de Sarah foi um dos três a conseguir um prémio do júri. Mas a festa durou pouco tempo. Na reunião final com o júri, a equipa foi informada de que o plano de negócios não era muito realista.

“Nenhum negócio funciona perfeitamente. Nunca é fácil concretizar uma ideia, é preciso ter força para ultrapassar todos os problemas, e acreditar na ideia. Só assim é possível ter sucesso”, diz o “coach” Richard Barker, que acompanhou os jovens ao longo das cinco semanas.

Todas as equipas são compostas por pessoas de origens diferentes, uma mistura que pode ser fonte de inspiração.

“Trabalhar com pessoas de origens diferentes é interessante. Há muitas opiniões diferentes sobre as coisas. Temos ideias que não teríamos tido sozinhos. É preciso tempo para nos habituarmos, a comunicação não é fácil, porque depende de uma língua comum, neste caso, o inglês. Mas é muito interessante e ajudou-me a aprender muito sobre mim próprio e sobre os negócios”, explica Alex.

Embora não tenha ganho um prémio, Alex não voltou para casa de mãos vazias. Foi o único a receber uma proposta de financiamento para o projeto de partilha de carros.