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Confrontos em Beirute após funeral de chefe dos serviços secretos

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Confrontos em Beirute após funeral de chefe dos serviços secretos

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O atentado que vitimou, na sexta-feira, o chefe dos serviços secretos libaneses, ameaça reabrir as divisões entre as comunidades do país, em pleno conflito sírio.

A capital libanesa foi palco esta noite de trocas de tiros esporádicas nos bairros do sul da cidade.

Os confrontos ocorrem depois dos protestos de domingo contra o primeiro-ministro Nayib Mikati terem degenerado em violência, após o líder da oposição anti-síria ter acusado o chefe de governo de ser o responsável pelo ataque.

A polícia foi obrigada a recorrer a gás lacrimogéneo e a balas de borracha para dispersar o protesto, pouco após o funeral do chefe dos serviços secretos em Beirute.

O general Wissan al-Hassan tinha sido o alvo, na sexta-feira, de um atentado com uma viatura armadilhada junto à sua residência, no bairro cristão de Beirute, que provocou a morte de outras duas pessoas, ferindo mais de 126.

Um atentado com contornos similares aos ataques que provocaram a morte de vários líderes anti-sírios em 2005 – entre os quais o ex-primeiro-ministro Rafic Harir – e cuja responsabilidade volta a recair sobre Damasco que, no entanto, negou qualquer impicação.