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Crise alimenta nacionalismos em Espanha

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Crise alimenta nacionalismos em Espanha

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Os nacionalismos em Espanha ganharam um novo folgo com a crise económica.

No País Basco, a ETA declarou o fim do terrorismo, mas a luta pela independência prossegue por outras vias. A região usa agora como arma o seu vigor económico num país em crise.

Devido a questões históricas e à situação geográfica, o País Basco cimentou a economia na agricultura, pesca e indústria, setores menos propícios à especulação. A região exporta para todo o mundo e sofreu menos os efeitos da crise.

O País Basco é a quinta maior região de Espanha, com um PIB de 66 mil milhões de euros, o que corresponde a 7% da riqueza espanhola.

A região tem hoje um rendimento per capita que supera os 31 mil euros, acima da média nacional de 23 mil. Já a taxa de desemprego de 15,3% é muito inferior.

Também a Catalunha, o mais recente exemplo da subida do nacionalismo, tem um um rendimento per capita de mais de 27 mil euros, superior ao de Espanha, e um desemprego de 22%, contra 24,7% a nível nacional.

A Catalunha tem usado o argumento da crise para exigir mais autonomia, por exemplo em termos de impostos.

A região, que já foi uma das mais ricas, teve de pedir ajuda ao governo central, sob efeito da explosão do setor imobiliário e à queda do turismo. Contesta a distribuição financeira feita por Madrid a favor de regiões mais pobres, garantindo que perde todos os anos 16 mil milhões de euros.