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Obama vs Romney III: A política externa

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Obama vs Romney III: A política externa

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É o debate que mais interessa ao mundo, mas o que menos determina o voto na América. Barack Obama e Mitt Romney têm logo à noite o terceiro e último frente-a-frente na televisão, 15 dias antes das presidenciais nos Estados Unidos.

A política externa é o cenário para democrata e republicano esgrimirem argumentos e o presidente sai em vantagem:

Romney deu um tiro no pé ao falar da Líbia e Obama, como explica um analista, cumpriu as promessas, arrasando a “liderança da Al-Qaida no Paquistão e no Iémen”, matando Bin Laden e reduzindo “a presença americana” no Médio Oriente.

Irão, China, Síria, Afeganistão, Rússia e Israel vão ser as armas que Romney tentará explorar, alternando entre acusações de falta de firmeza ou, no caso de Israel, de “abandono” para tentar passar uma imagem de um presidente fraco que fez os Estados Unidos perderem influência internacional.

De facto, como explica um perito, depois de Bush e da sua visão de uma América “superpoderosa” que “só um líder louco tentaria igualar, a administração Obama optou por uma versão bastante mais ligeira do poder americano”.

Quase todas as sondagens dão um empate técnico na corrida à Casa Branca, com ligeira vantagem para Barack Obama.

Não há dúvida que Obama, após a era Bush, melhorou a imagem da América aos olhos do mundo. O presidente norte-americano continua a ser extremamente popular na Europa Ocidental mas bastante menos a Leste. No Médio Oriente, é visto, simplesmente, como mais um presidente americano que não conseguiu resolver o eterno conflito israelo-palestiniano.