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A guerra na Síria está a matar o futuro do país

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A guerra na Síria está a matar o futuro do país

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Há vinte meses que o horror da guerra faz parte do quotidiano dos sírios. O conflito terá causado 30 mil mortos, vários milhares de feridos e vinte e oito mil desaparecidos.

Em Allepo a ameaça vem quase sempre do céu, os aviões do regime lançam operações de bombardeamentos a qualquer hora do dia ou na noite.

O medo, a doença, e a luta pela sobrevivência passaram a ser parte dominante na vida destas pessoas, adultos e sobretudo crianças.

“Não temos beneficiado com as imagens que os jornalistas fazem aqui. Não têm servido de nada, eles filmam tudo, uma perda de tempo. Até quando? Estamos a viver assim há dois anos, ninguém faz nada”.

Mais vulneráveis as crianças e adolescentes sírios são as primeiras grandes vítimas da guerra, o futuro morto de um país.

“Temos de sobreviver, mas não temos meios. Eu procuro no lixo nylon, plásticos, metal para podermos depois comprar comida”.

Hussein, 15 anos, e o seu irmão mais novo enchem o saco de pedaços desses materias recuperados nos escombros dos prédios demolidos pelas bombas de Bachar al Assad.

O perigo espreita vindo de qualquer parte mas a necessidade de sobrevivência é o mil vezes maior como conta Hamad, de 14 anos.

“Quero viver, é tudo. Não consigo pensar no perigo. Tenho irmãos mais pequenos”.

A fome, a perda dos pais e irmãos, a tortura, as mutilações, são alguns dos horrores que esta jovem população enfrenta.

Ouvidas pela organização britânica Save the Children crianças sírias entre os 9 e os 17anos, agora a salvo um campo de refugiados na fronteira da Jordânia, fazem o relato das atrocidades vistas ou sofridas.