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A nova geração da Alta Tecnologia na Ucrânia

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A nova geração da Alta Tecnologia na Ucrânia

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Os jovens ucranianos querem perspetivar o futuro de outro modo, procurar soluções pragmáticas, mas confiam mais neles próprios do que nos representantes políticos.

Uma vez por semana, os estudantes de toda a Ucrânia reunem-se, em Kiev com candidatos às próximas eleições legislativas parlamentares. As redes sociais e a televisão divulgam as reuniões, os políticos asseguram que este é o melhor meio de chegarem aos jovens e conhecer melhor as expetativas de todos. Apesar disso, os estudantes fiam-se pouco nos políticos:

Andriy Zasadnyuk, estudante: “Conheci alguns candidatos realmente independentes, principalmente os que se apresentam como tal, mas a verdade é que são muito poucos. Os políticos e os partidos que se apresentam pela primeira vez, que nunca integraram um governo nem o parlamento, no essencial, não são diferentes dos outros. Não apresentam ideias novas e é isso que assusta.”

Há associações de estudantes que pensam que é mais difícil agregá-los em torno de um partido ou de um candidato do que nas eleições de 2004.

Ihor Lutsenko, ativista político:

“Os jovens centram-se cada vez mais nos valores europeus. A nossa geração estava focada apenas nas questões da Rússia, Ucrânia, ex-União Soviética, comunismo, nacionalismo. Agora os jovens preocupam-se com temas ocmo o ambiente e o estilo de vida”

O setor das novas tecnologias da informação e da comunicação está a passar por uma expansão espetacular, especialmente em Lviv, no oeste do país. A autarquia definiu duas direcções para o futuro desenvolvimento da cidade: o turismo e as tecnologias da informação. A procura de técnicos de informática, sempre em aumento, é muito maior do que a oferta.

Da Universidade politécnica de Lviv saem numerosos especialistas em novas tecnologias da informação.

Nos últimos anos, a Universidade ampliou o número de estudantes por turma, mas a concorrência continua a ser dura. Este ano a Universidade recebeu 20 candidaturas para cada vaga.

Os estudantes elegem esta especialidade para cobrar melhores salários, terem boas condições laborais e para poderem ficar no país.

Um dos jovens estudantes explica:

“Quero viver na Ucrânia e trabalhar para alguma empresa ucraniana ou para empresas franchisadas. Quero fazer o que me ensinaram a fazer, e o que gosto.”

Uma colega concorda:

“Há empresas de informática a iniciarem negócios, a receberem encomendas e, segundo as estatísticas, não há suficientes informáticos. Por isso há futuro neste sector”

Dmytro Fedasyuk, vice-reitor da Universidade Politécnica de Lviv:

“As perspetivas de futuro atraiem mais os jovens. Querem adquirir um alto nível de conhecimentos para garantir um bom trabalho”

Numa das grandes empresas de alta tecnologia, em Lviv, os empregados fazem uma pausa com um jogo de pinguepongue que serve sempre para mais intercâmbio de ideias.

Volodymyr Romanyuk, técnico de informática da empresa:

“A parte ocidental de Ucrânia sempre foi mais pró europeia. Sempre quisémos e continuamos a querer viver em Europa. Estamos em pleno centro geográfico da Europa e parece-nos estranho que nos associem, por exemplo, à Rússia. É como voltar ao ponto de partida de onde fugimos há muito tempo, lutámos contra isso e ainda não superámos”.

A Ucrânia é a maior exportadora de novas tecnologisas da região, com 760 milhões de euros de exportações, seguida da Roménia, Polónia e Hungria.