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Comissão Europeia adia proposta sobre paridade

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Comissão Europeia adia proposta sobre paridade

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O combate de Viviane Reding para impor mais mulheres no topo das empresas volta a ser adiado. A comissária europeia da Justiça adiou para novembro a apresentação da proposta de um sistema de quotas para os conselhos de administração das empresas de todos os Estados-membros. Os lugares de topo deveriam passar a incluir 40% de mulheres, caso contrário, as empresas poderiam ser penalizadas com sanções. Mas a ideia ainda não convenceu.

A comissária justificou: “Temos vindo a lutar nos últimos cem anos. Uma ou duas semanas a mais não vão fazer diferença. Para mim o importante é que uma boa parte da legislação saia da comissão. Precisamos de mais tempo para analisar a proposta.”

Várias comissárias opõem-se à proposta, que também foi rejeitada por nove Estados-membros, liderados pelo Reino Unido. Atualmente, na UE, as mulheres constituem apenas 13,5 por cento dos membros dos conselhos de administração das empresas.

A eurodeputada Britta Thomsen defende: “Todos concordamos que é preciso que haja mais mulheres na administração das empresas. No entanto, discordamos do método.”

Também a eurodeputada Marina Yannakoudakis relembra as particularidades de cada país. “Precisamos de um debate. Não necessitamos de legislação oriunda da Europa. Cada estado-membro tem de encontrar a solução mais adaptada para a própria indústria, economia e modo de vida.”