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EUA: Um presidente contra um governador no último debate de campanha

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EUA: Um presidente contra um governador no último debate de campanha

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A economia voltou a ser a questão incontornável no último frente a frente da campanha para as presidenciais norte-americanas.

Num debate dedicado à política externa, Obama e Romney não perderam uma oportunidade para fazer a “ponte” entre os desafios a nível internacional e as suas propostas económicas.

Das sanções contra o Irão, passando pela Líbia e Síria e relações com Israel, Romney atacou, mas sem nunca atingir Obama, num combate desigual entre um governador e um presidente.

Romney: “Eu felicito-o por ter abatido Osama Bin Laden e de ter atacado os líderes da Al-Qaida. Mas não podemos entrar a matar para sair desta confusão. Temos que optar por uma estratégia robusta e coerente para fazer com que o Islão rejeite o extremismo violento noutras partes do mundo”.

Obama: “Governador Romney, estou contente que reconheça finalmente que a Al-Qaida é uma ameaça, porque, há alguns meses atrás, quando lhe perguntaram qual era a maior ameaça geopolítica dos Estados Unidos, o senhor respondeu: ‘a Rússia’. Nos anos 80 ou agora? Não queira regressar à política externa do passado porque a guerra fria já terminou há mais de 20 anos. Em termos de política externa parece que o governador quer regressar aos anos 80”.

Romney: “Atacar-me não é um programa eleitoral. Atacar-me não é o mesmo que dizer como vai lidar com os desafios no Médio Oriente, e aproveitar as oportundiades atuais para pôr fim a esta violência”.

Obama: “Eu sei que o senhor não teve esteve até hoje em posição de levar a cabo uma política externa, mas de cada vez que deu a sua opinião, esteve errado. Apoiou a intervenção no Iraque, apesar de saber que não existiam quaisquer armas de destruição maciça”.

O debate terminou com uma clara vantagem de Obama, mais seguro e pontualmente ofensivo, que sobre o Irão ou a China, não hesitou em lembrar que, “enquanto Washington preparava sanções contra Teerão, o governador trabalhava para uma empresa chinesa com negócios no setor petrolífero iraniano”.

Em termos de economia, o debate foi mais confuso, com Romney a defender um maior investimento no exército do que em “certos programas sociais como o Obamacare”. Obama por seu lado, mais subtil na transição entre os temas internacionais e as suas propostas económicas, aproveitou-se do tema da retirada do Afeganistão para afirmar que é tempo do país se concentrar também “na reconstrução da economia nacional”.