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Bruxelas aperta o cinto a novo fundo alimentar

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Bruxelas aperta o cinto a novo fundo alimentar

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Depois da morte anunciada do Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados, a Comissão Europeia apresentou um novo fundo para ajudar os mais necessitados.

Estão previstos 2,5 mil milhões de euros para o período de 2014-2020, mas o próprio comissário para os Assuntos sociais reconhece que não chega para combater a pobreza. “Não será certamente suficiente e nunca o foi”, admite Lásló Andor. “O mais importante é que há um mecanismo ao nível da União Europeia que pode ser combinado com outros recursos que os estados-membros, os voluntários e as organizações da sociedade civil podem apresentar para ajudar as pessoas que precisam.”

O antigo Programa nasceu em 1987 e baseava-se no escoamento dos excedentes agrícolas da Política Agrícola Comum. O novo fundo vai tentar manter a solidariedade em cima da mesa.

Jorge Nuño Mayer, secretário-geral da Caritas Europa, espera que o fundo seja um símbolo, “um sinal da União Europeia para os mais pobres”. No entanto, também espera que estejam previstos outros fundos de emergência “se algo correr mal”.

O programa deve ainda ser aprovado no final de novembro. A maior prova será convencer os seis estados-membros que conseguiram travar a saída de verbas da Política Agrícola Comum para a ajuda alimentar (Alemanha, Reino Unido, Suécia, Dinamarca, Holanda e República Checa).