Última hora

Última hora

Direita ucraniana reune ultras mas não em todo o país

Em leitura:

Direita ucraniana reune ultras mas não em todo o país

Tamanho do texto Aa Aa

A direita ucraniana mobilizou-se em força por antigos ideais patrióticos, nem sempre bem vistos por todos os ucranianos. É que os antigos soldados do UPA – Exército de Insurreição Ucraniana, sempre lutaram pela independência. Mas como seguiram a Alemanha de Hitler contra a Rússia da II Guerra Mundial, antes de perceberem que a Alemanha não lhes daria a independência, são tidos como antigos nazis.

O líder do Svoboda (Partido da Liberdade), de direita, explica que quer fazer aprovar uma lei de cidadania como a que tem Israel.

À pergunta da euronews sobre como comparar a situação geopolítica de Israel e Ucrânia, Oleh Tyahnybok, acha que é absolutamente similar. Mesmo pior, porque os ucranianos foram mortos no séc XX precisamente por razões étnicas.

Na agenda política do “Svoboda” está o reconhecimento do UPA como beligerante legítimo, pois lutou contra o regime soviético, quando percebeu que o nazi não lhe convinha. Esta promessa impede uma maior adesão na Ucrânia de Leste, onde muitos consideram que o passado soviético e a herança cultural e histórica russa fazem parte da sua identidade, tal como confirma um especialista alemão em movimentos de direita:

“O nacionalismo ucraniano constitui um fenómeno ambíguo porque não representa a nação política ucraniana. Está confinado ao ocidente do país, nas regiões de Galicia.”

Na grande concentração de 14 de Outubro os nacionalistas, apoiados por todos os ultras e mesmo claques do futebol, queimaram bandeiras regionais e comunistas, e advertiram os estrangeiros para a liderança ucraniana – que deve ser branca, ortodoxa e anti-imigração.
Apesar dos nacionalistas estarem associados às ideias de democracia e libertação, consideram a homossexualidade e o aborto aberrações a proibir. Logicamente, o Svoboda quer abolir a língua russa onde a lei promove como oficial nalgumas regiões.