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Kerviel: "Terrorista" ou bode expiatório do Société Générale?

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Kerviel: "Terrorista" ou bode expiatório do Société Générale?

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“Terrorista” – como lhe chamou o presidente do banco – ou bode expiatório do Société Générale? O debate promete fazer correr muita tinta nos próximos tempos.

Jérôme Kerviel, o temerário corretor francês, viu o tribunal da relação de Paris recusar-lhe o recurso contra a sentença de 3 anos de prisão pelo seu papel no maior escândalo financeiro da história francesa.

Os advogados do corretor de 35 anos prometem continuar a “apoiar” Kerviel e estão já a estudar um recurso para o Supremo.

Kerviel jura a pés juntos que os seus supervisores estavam ao corrente das operações que realizava, mas a justiça francesa condenou-o também a indemnizar o Société Général no valor total do prejuízo: 4,9 mil milhões de euros.

Os advogados do banco destacam, naturalmente, que a confirmação da sentença prova “claramente a culpabilidade total e plena de Jérôme Kerviel” nos crimes que lhe eram imputados.

A justiça francesa concluiu que Kerviel conseguiu sozinho, e sem que ninguém no Société Général soubesse, jogar com 50 mil milhões de euros do banco, acabando por perder quase 5 mil milhões.