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Calma tensa entre sunitas e alauitas no norte do Líbano

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Calma tensa entre sunitas e alauitas no norte do Líbano

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A calma parece ter regressado à cidade de Tripoli, no norte do Líbano, depois de dois dias de confrontos terem provocado pelo menos 4 mortos.

Desde o início no conflito na vizinha Síria, que já se registaram cinco vagas de violência, entre o bairro sunita de Beb Tebanna e o bairro alaouita, pró-sírio, de Jabal Mohsin.

“O meu filho tinha ido comprar pão e quando regressava a casa foi atingido por uma bala disparada por um atirador furtivo que o atingiu em cheio no coração”, afirma uma residente do bairro sunita.

O reacender da violência ocorre depois do atentado mortal contra o chefe dos serviços secretos libaneses, em Beirute, ter reacendido a tensão entre pró-sírios e anti-sírios.

O exército patrulha agora a zona para evitar novos confrontos, num momento em que as duas comunidades trocam acusações sobre a violência dos últimos dias.

O líder dos alauitas libaneses, Rifaat Aid Leader, afirma:

“Nós não defendemos a utilização das armas, mas as circunstâncias obrigam-nos a ter que recorrer a elas. Somos uma minoria e na ausência de um estado e de um exército libanês fortes e de garantias sobre a sobrevivência do nosso país, nós não vamos abandonar as armas”.

O enviado da euronews ao Líbano afirma:

“São várias as ruas que separam a zona alauita da zona sunita aqui em Tripoli, e os confrontos podem reacender-se a qualquer momento de forma imprevisível. O conflito religioso prossegue e com ele o sofrimento dos habitantes. Para a maioria, sair de casa é quase como um suicídio”.