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Crise aperta cordões às bolsas Erasmus

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Crise aperta cordões às bolsas Erasmus

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A crise também está a afetar o programa Erasmus. O espírito do intercâmbio universitário, símbolo de uma Europa unida além-fronteiras, está ameaçado pela falta de verbas. Bruxelas apela aos 27 que honrem os compromissos assumidos, mas os programas de austeridade estão a impedi-lo.

Vitória é espanhola e está a fazer Erasmus em Bruxelas. A estudante diz que “atualmente, quem merece consegue a bolsa. Mas se reduzirem o montante das bolsas no futuro, só poderão fazer Erasmus os mais ricos e não os que merecem.”

Esta semana, a Comissão Europeia adotou um orçamento retificativo de quase 9 mil milhões de euros para honrar compromissos com os beneficiários de fundos comunitários, nomeadamente do programa Erasmus. O mesmo problema ameaça repetir-se no próximo ano.

Janusz Lewandowski, o comissário europeu responsável pela Programação Financeira e o Orçamento, diz que se “conseguiu entregar aos estados-membros dinheiro suficiente para pagar todas as bolsas até ao final deste ano”. Mas adverte que é necessária uma revisão para o futuro porque “vai ser preciso dinheiro adicional para assegurar a mobilidade estudantil em 2013.”

O programa Erasmus existe há 25 anos. Mais de três milhões de alunos já estudaram noutro país europeu graças a estas bolsas. No final, todos dizem que é uma experiência inesquecível.

Noelia, está a fazer Erasmus em Bruxelas. Diz que é uma experiência que ajuda a amadurecer, em que se conhece muitas pessoas. Mas é também um ano para estudar. Por isso, ela recomenda a todos que façam erasmus.