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Kerviel recusa ser o "bode expiatório" e recorre da condenação

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Kerviel recusa ser o "bode expiatório" e recorre da condenação

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Jerome Kerviel vai apresentar recurso da sentença do tribunal de segunda instância de Paris.

O ex-corretor do banco Societé Generale reagiu à condenação, reafirmando que os seus superiores estavam ao corrente das suas operações especulativas.

Condenado a cinco anos de prisão, dois dos quais com pena suspensa, e ao pagamento de uma multa de 4 900 milhões de euros, Kerviel lançou hoje um apelo nos media franceses:

“Suplico a todo os meus antigos colegas, corretores, funcionários do Société Generale que me ajudem… com todo o tipo de documentação, mensagens de correio eletrónico, por exemplo. Há três semanas uma testemunha informou-nos que vários emails foram suprimidos dias antes de uma inspeção da brigada financeira”.

Os juizes tinham confirmado, na quarta-feira, a sentença de 2010, considerando que Kerviel agiu sozinho e à revelia dos seus superiores, provocando perdas à empresa na ordem dos 50 mil milhões de euros.

O jovem corretor, cujo caso coincidiu com o início da crise financeira em 2008, afirmou que rejeita ser “um bode expiatório” da empresa.