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Maioria quer sede única para o Parlamento Europeu

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Maioria quer sede única para o Parlamento Europeu

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A questão sobre a sede única para o Parlamento Europeu volta a dar que falar. Esta semana, em Estrasburgo, os organizadores da petição a favor de uma única cidade para acolher as atividades dos eurodeputados, voltaram a expor os seus argumentos. O documento já recolheu um milhão e duzentas mil assinaturas, desde o ano passado.

O eurodeputado Edward McMillan-Scott, um dos organizadores da petição, defende que “a sede política do Parlamento Europeu é em Bruxelas, que é também a sede da Comissão, do Conselho, o Serviço Europeu para a Açao Externa, de todas as representações diplomáticas, das ONG’s e das missões comerciais. Ou seja, Bruxelas é o coração da União Europeia.”

Em Bruxelas, os eurodeputados assistem às reuniões das comissões parlamentares e dos grupos políticos e às sessões adicionais. Devem delocar-se a Estrasburgo, em França, uma vez por mês para as sessões plenárias.

A eurodeputada Catherine Trautmann, ex-presidente da Câmara de Estrasburgo, não concorda com o argumento que se gasta CO2 e mais dinheiro nas viagens porque “o mesmo acontece quando os deputados se deslocam a Bruxelas”. Por isso, relembra que o Parlamento nasceu em Estrasburgo e sempre foi aí que as reuniões e as sessões decorreram. “Só as reuniões das comissões parlamentares são em Bruxelas”, remata.

Esta semana, uma maioria de deputados votou uma resolução a favor do agrupamento das atividades dos eurodeputados numa só cidade e pediu aos Estados-membros para definirem uma estratégia.

No entanto, como constata o jornalista Enrico Bona, “uma coisa é clara: por enquanto, os eurodeputados vão continuar a deslocar-se a Estrasburgo porque há fendas no hemiciclo em Bruxelas que ainda não foram reparadas.”