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Pressão aumenta sobre Madrid

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Pressão aumenta sobre Madrid

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A subida do desemprego significa um aumento da pressão sobre as contas públicas espanholas e ao mesmo tempo sobre o governo. Madrid tem resistido a pedir um resgate à União Europeia e, no mercado da dívida, a inércia do executivo volta a fazer subir as taxas de juro das obrigações.

O Santander, o maior banco espanhol, pede ao governo que avance para um pedido de resgate.

Devido à degradação económica, as metas orçamentais, segundo o Banco de Espanha, estão ameaçadas. No entanto, face aos últimos dados, a vice-presidente do governo, Soraya Sáez de Santamaría, responde: “Cada publicação de dados do desemprego reforça a nossa determinação em trabalhar. Não podemos abrandar o ritmo das reformas. Temos de trabalhar depressa e da forma mais árdua possível para voltarmos a ter crescimento e criação de emprego neste país”.

A avançar como previsto está a reforma do setor bancário espanhol, segundo o BCE, FMI e Comissão Europeia, no final da primeira avaliação ao programa de ajuda ao setor.

Bruxelas poderá começar a analisar os planos de reestruturação dos bancos, que vão determinar a entrega do dinheiro nas próximas semanas. Quanto ao “Bad Bank”, a estrutura que vai reunir os ativos imobiliários tóxicos, entrará em vigor a 1 de dezembro.