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Violência na Birmânia mata 64 pessoas

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Violência na Birmânia mata 64 pessoas

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A violência étnica em Mianmar, a antiga Birmânia, fez, pelo menos 64 mortos, nos dois últimos dias.

As autoridades chegaram a admitir que o número de vítimas mortais se elevaria a 122, mas acabaram por rever esse balanço.

O exército foi chamado para pôr fim aos confrontos entre hindus e muçulmanos.

As duas comunidades foram separadas e a mobilidade no território está condicionada, por pontos de passagem, controlados pelas forças armadas.

As hostilidades começaram em Junho, no Estado de Rakhine, um dos mais pobre do país.

Deste então, morreram, pelo menos 150 pessoas.

O porta-voz de uma organização de defesa dos direitos humanos acusa a ditadura militar:

“Muitas vezes, as ditaduras colocam minorias étnicas ou religiosas em confronto, gerando um ódio especial, para distrair as pessoas dos abusos do Governo. E é isso que tem sido feito, na Birmânia ao longo de décadas”.

A minoria hindu rahingys nunca foi bem aceite no país, onde é considerada uma comunidade imigrante, vinda do Bangladesh.

Os conflitos com o poder duram desde 1948, data da independência da antiga Birmânia.