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Ucrânia: OSCE denuncia "recuo democrático"

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Ucrânia: OSCE denuncia "recuo democrático"

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No rescaldo das eleições legislativas de domingo, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) fala em “recuo da democracia” na Ucrânia.
 
Com mais de 800 observadores no terreno, a OSCE denuncia o uso abusivo de recursos administrativos, a falta de transparência durante a campanha e no financiamento dos partidos, bem como o desequilíbrio na cobertura mediática.
 
“É um recuo claro e arrisco-me a dizer que atualmente a Ucrânia está numa situação idêntica à dos últimos anos do regime de Kuchma. É muito mau porque as pessoas sentem-se excluídas, alienadas da organização política, e têm de pensar, por assim dizer, em como recuperar o papel de cidadãos na democracia”, explicou Andreas Gross, da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, citado pela OSCE.
 
Audrey Glover, dirigente da organização, acrescenta: “Gostaríamos de nos sentar, falar com o Governo e discutir algumas sugestões ou recomendações, se estiverem dispostos a tal. Têm efetivamente algumas leis aqui. Talvez pudessem implementá-las.”
 
O escrutínio foi realizado na ausência Iulia Timochenko, a antiga líder da oposição, que está atualmente na prisão, depois de ter sido condenada a sete anos de cadeia.
 
O Partido das Regiões, do Presidente Viktor Ianukovitch, grande rival político de Iulia Timochenko, reclama vitória.