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Desemprego sobe na Zona Euro

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Desemprego sobe na Zona Euro

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O desemprego subiu na Eurozona em setembro e a Espanha continua a ser o país mais penalizado.

A taxa de desemprego no conjunto dos 17 países da moeda única teve um ganho muito ligeiro. Há agora 18 milhões e meio de pessoas sem emprego.

Em Portugal, houve um ligeiro recuo em relação a agosto, mas o país continua entre os mais afetados.

A taxa, nos 17 países, subiu dos 11,5 para os 11,6 por cento. Desde setembro do ano passado, subiu já mais de um ponto.

A Espanha continua a ser o país com o desemprego mais alto, nos 25,8%. O flagelo afeta milhões de famílias, como a de Joaquín Galletero, 44 anos: “A minha mulher também está desempregada. Tentámos montar um negócio, que não resultou, tivemos de fechar e agora estamos os dois desempregados. A situação é insustentável, porque agora estamos a dever dinheiro aos bancos e não conseguimos pagar a hipoteca”.

Com a crise e os planos de austeridade a golpearem o consumo, vários países vivem sob a sombra da recessão e o desemprego pode vir a agravar-se ainda mais.

“Havia um problema de crescimento quando a crise atacou e agora, além desses problemas, temos a austeridade, as reformas que estão a afetar as economias, que significam um crescimento em queda e a queda no crescimento significa desemprego em alta”, explica Fabian Zuleeg, do Centro Europeu de Políticas.

Outro dado publicado agora foi o da inflação, que esteve a descer em outubro, devido a um menor aumento nos preços da energia.