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Primeiro-ministro turco pressiona UE a acelerar processo de adesão

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Primeiro-ministro turco pressiona UE a acelerar processo de adesão

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De visita a Berlim, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, recebeu a garantia da chanceler alemã, Angela Merkel, sobre a continuidade do diálogo de adesão do país à União Europeia.

O compasso de espera já vai longo e em tom de ultimato Erdogan disse que a União “perderá” a Turquia se não garantir a entrada do país para bloco até 2023.

A candidatura da Turquia, lançada oficialmente em 2005, esteve praticamente paralisada nos últimos anos, entre outras coisas, devido a uma disputa territorial com o Chipre, membro da UE.

“Reconhecemos a República Turca de Norte de Chipre como um Estado. Outros podem não reconhece-lo. Mas aceitar a República do Sul de Chipre, tal como Angela Merkel disse no passado, aceitar a República do Sul de Chipre na União Europeia foi um erro. E a Turquia deve alcançar um resultado no 50.º aniversário do processo de adesão à UE. Nenhum outro país recebeu tal tratamento”, disse Erdogan, que na terça-feira inaugurou a embaixada da Turquia na capital alemã.

A Comissão Europeia considera que Ankara não responde aos níveis de liberdade de expressão e direitos humanos exigidos pela UE.

Críticas denunciadas também nas ruas de Berlim. Em frente à Porta de Brandenburgo, mais de duas mil pessoas, grande parte de nacionalidade turca, acusaram o primeiro-ministro de “oprimir as minorias” e de “abusar da democracia”.

Em Berlim, Tayyip Erdogan solicitou também ajuda alemã para responder ao fluxo de refugiados sírios.