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BCE mais dinâmico passado um ano de liderança Draghi

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BCE mais dinâmico passado um ano de liderança Draghi

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Mario Draghi assumiu a liderança do Banco Central Europeu há um ano, impondo um estilo visto como mais ativo e flexível do que o seu antecessor, Jean- Claude Trichet.

O italiano de 65 anos conseguiu que os mercados aliviassem a pressão sobre a zona euro, ao anunciar, em Julho passado, que “o BCE fará tudo para salvar a moeda única. Acreditem que será suficiente”.

As injeções de capital no mercado, até um bilião de euros, traduzidas em empréstimos aos bancos a baixo custo, entusiasmaram os mercados durante algum tempo, mas não foram suficientes para debelar a crise.

Ao baixar a taxa de juro de referência para o mínimo histórico de 0,75%, Draghi quebraria o tabu de não a deixar descer abaixo do 1%.

Mas os custos do endividamente continuaram galopantes para alguns dos 17 países da zona euro, nomeadamente Espanha e Itália.

O BCE criou então um novo instrumento que prevê a compra de obrigações no mercado secundário para os países que peçam ajuda ao novo mecanismo europeu de estabilização, e que cumpram as condições impostas num plano de resgate.

A instituição de Frankfurt reforçou ainda os seus poderes com o papel que vai desempanhar na união bancária, a mais recente proposta dos líderes europeus para ver uma luz ao fundo do túnel.

Caberá ao BCE a supervisão centralizada dos seis mil bancos da zona euro, o que deve ser posto em prática ao longo de 2013.