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Parlamento português aprova orçamento

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Parlamento português aprova orçamento

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Milhares de pessoas à porta do parlamento português, em protesto contra a austeridade.

O parlamento aprovou esta quarta-feira, em primeira votação, o Orçamento de Estado para 2013.

Um orçamento que contém um “brutal aumento de impostos”, como reconheceu o próprio ministro das Finanças.

O governo prevê mais recessão, logo, mais falências e aumento do desemprego.

Mas diz que não existe alternativa e que os portugueses têm de suportar esta austeridade, para que Portugal consiga reduzir a dívida pública e o défice orçamental.

Com isso, espera obter a confiança dos seus credores e dos mercados financeiros.

A oposição contesta, dizendo que o doente não vai morrer da doença, mas sim da cura.

E acusa o o executiovo de Passos Coelho de ser mais papista que o Papa. Isto é, de exorbitar as medidas inscritas no Memorando de Entendimento com a Troika.

Na rua, diz-se que é uma humilhação:

“Eu estou aqui porque sou contra todas as medidas deste governo. Eles têm-nos humilhado, desde há mais de um ano, até agora. Estas medidas drásticas de austeridade não resolvem a crise”, diz uma manifestante, à portado Parlamento.
O orçamento segue agora para o debate e votação na especialidade, regressando ao plenário a 27 de Novembro, para a votação final.

No ar fica a suspeita de inconstitucionalidade. Essa é a opinião de alguns constitucionalistas, como Jorge Miranda.

A Associação Sindical dos Juízes vai requerer a fiscalização preventiva.