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África sente-se votada ao abandono por Obama

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África sente-se votada ao abandono por Obama

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2008: Um afro-americano chegava pela primeira vez à Casa Branca. A Obamamania invadia África.

4 anos depois, a euforia passou e se Barack Obama continua a ser popular, muitos estão desiludidos com o “filho de África”.

Kogelo entrou no mapa-mundo. A aldeia no Quénia onde ainda vive a avó do presidente dos Estados Unidos tornou-se num destino turístico, mas apesar do impulso económico inesperado, há populares insatisfeitos.

Alguns dizem-se desapontados com Obama porque não visitou o país, “não veio dizer olá às pessoas do Quénia”, para que “pelo menos” soubessem que continuam “juntos em espírito”. Sentem-se “abandonados”, resume um residente.

Nos quatro anos de mandato, Obama só visitou a África subsaariana uma vez e apenas para uma escala de menos de um dia no Gana.

Mas a influência do presidente norte-americano fez-se sentir, nomeadamente no Quénia. Segundo um analista, “houve uma presença indireta, uma espécie de irmão mais velho” que “sussurra” aos “ouvidos que é melhor fazer o que está correto”. Nesse sentido, prossegue, “a grande conquista dos quenianos foi a reconstituição do seu sistema de governação.”

África espera outra música da parte da Casa Branca se Obama for eleito para um segundo mandato.