Última hora

Última hora

Sandy: a revolta dos "abandonados"

Em leitura:

Sandy: a revolta dos "abandonados"

Tamanho do texto Aa Aa

Depois do furacão, a tempestade. Milhares de habitantes de Nova Iorque continuam à espera da ajuda do governo, em especial os mais desfavorecidos.

Em “Alphabet City”, um bairro pobre de Manhattan, as associações religiosas são as únicas a prestar assistência à população, quando as lojas do bairro continuam encerradas e a maioria das casas permanece sem eletricidade nem água potável.

Para o pastor da igreja local, Richard Del Rio:
“Há uma enorme frustração e um sentimento de abandono. Os residentes vêem a ajuda a chegar a outras áreas da cidade. Nos últimos dias conseguimos obter mantimentos, mas a maioria não provém do governo mas de organizações de caridade, igrejas, etc”.

O presidente da câmara de Nova Iorque, que garantiu que a maratona da cidade se vai desenrolar este fim de semana, é acusado igualmente de ter abandonado a zona de Staten Island, onde o furacão Sandy provocou pelo menos 20 mortos.

Uma residente não esconde a revolta:

“Eu quero voltar a casa, mas não tenho uma casa para onde ir. É uma situação angustiante, quero regressar a casa, mas à minha casa”.

As críticas à gestão da catástrofe ocorrem quando o número de vítimas ascende a 98 mortos, quase metade dos quais em Nova Iorque. A reconstrução das zonas sinistradas deverá ser uma das mais caras de sempre no país, quando a fatura dos danos e prejuízos se eleva a mais de 70 mil milhões de dólares.