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Ucrânia: oposição contesta recontagem em áreas desfavoráveis ao partido no poder

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Ucrânia: oposição contesta recontagem em áreas desfavoráveis ao partido no poder

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A oposição ucraniana continua a denunciar fraudes nas legislativas do passado domingo, contestando nomeadamente recontagens de votos que parecem favorecer o partido no poder. Os resultados já anunciados, com mais de 94 por cento das assembleias de voto contabilizadas, dão uma vitória confortável à formação do presidente Viktor Ianukovitch.

A euronews visitou o distrito de Holosiyivsky, em Kiev, onde o Partido das Regiões obteve dos tribunais uma recontagem dos votos.

Vadym Ivanchenko, da formação de Ianukovitch, garante “não existe qualquer pressão, as eleições são justas e transparentes”.

Antes da recontagem, o distrito em questão parecia favorecer o candidato da Oposição Unida, Serhiy Teryohin, que denuncia a falta de controlo dos membros da comissão eleitoral e ameaças contra a sua família.

Teryohin explica que a filha, de 9 anos, “recebeu uma chamada para o telemóvel, cujo número é apenas conhecido do pai, da mãe e de alguns colegas de escola, de um desconhecido que falava em russo e lhe pediu para dizer ao pai para ‘estar quieto’”.

O antigo responsável da Economia no governo da ex-primeira-ministra Iulia Timochenko – atualmente em prisão – mostrou à euronews o que disse tratar-se de falsas justificações médicas de eleitores que diziam querer votar a partir de casa por estarem doentes, muitas vindas de hospitais que já não existem.

Os observadores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa não quiseram comentar a recontagem de votos em Holosiyivsky. No entanto, na segunda-feira, a chefe da missão de observadores internacionais classificou o escrutínio como “um passo atrás” para a democracia na Ucrânia, denunciando nomeadamente “abusos de poder e o papel excessivo do dinheiro nestas eleições”.