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A ameaça do "precipício orçamental" nos EUA

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A ameaça do "precipício orçamental" nos EUA

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Sem acordo no Congresso até ao final do ano, os Estados Unidos (EUA) vão cair no chamado “precipício orçamental”, o “fiscal cliff”. Isto é, se não for ultrapassado o impasse entre Casa Branca e Congresso, a partir de 1 de janeiro, os Estados Unidos vão implementar, de forma automática, um corte abrupto na despesa e aumentar os impostos, com o fim dos cortes fiscais da era Bush.

A redução abrupta do défice ascenderá a 600 mil milhões de dólares, irá atingir o consumo e investimento, que conduzirá à estagnação ou à recessão da maior economia mundial.

Perante um eventual impacto global, a partir da reunião do G20 no México, antes das eleições norte-americanas, a diretora geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, alertou: “Em relação ao “precipício orçamental” e ao patamar de endividamento, quem quer que seja eleito tem pela frente um desafio. Terá de enfrentar a questão e a muito curto prazo. Dentro de dois meses estaremos em 2013 e têm de ser encontradas soluções”.

Uma solução urgente é o que pedem também os mercados aos políticos.

Já alguns peritos evocam a possibilidade de um adiamento para ganhar tempo e arrancar um acordo ou o uso unilateral de poderes por parte da Casa Branca.