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Arguidos do caso Mavi Marmara falham início do julgamento

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Arguidos do caso Mavi Marmara falham início do julgamento

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Arrancou, esta terça-feira, em Istambul o julgamento dos quatro antigos chefes do exército israelita acusados de terem ordenado o assalto ao navio turco Mavi Marmara, em 2010.

Durante o ataque à embarcação que tentava furar o bloqueio a Gaza foram mortos nove cidadãos turcos.

Às portas do tribunal centenas de pessoas manifestaram-se contra o Estado hebraico.

“Este caso é simbólico, mas mostra que apesar da atual estrutura das Nações Unidas, os israelitas não estão acima da lei. Estão a ser julgados e não podem agir de forma arbitrária” afirma Zekeriya Yapıcıoğlu advogado das vítimas.

Os arguidos não compareceram em tribunal.
Israel diz que se trata de uma encenação.

“Como pode ser este um julgamento se os arguidos não foram notificados ou informados sobre as acusações nem sobre a natureza das mesmas.
Uma coisa é certa este julgamento foi tirado de uma novela de Kafka” refere o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Yigal Palmour.

Uma Comissão de Inquérito da ONU classificou de “excessiva” a intervenção dos comandos israelitas contra o navio. Um caso que azedou as relações entre a Turquia e o Estado hebraico.

Euronews: “O início do julgamento foi acompanhado por centenas de pessoas que se concentraram em frente ao tribunal para entoar palavras de ordem contra Israel e para pedir justiça.”