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Romney pouco convincente

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Romney pouco convincente

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O caminho de Mitt Romney foi muito longo para ficar tão próximo da Casa Branca. Teve quase um ano de estrada para reunir o consenso dos republicanos e prescindiu da defesa dos próprios princípios, como explica um analista:

“Era um governador moderado no Massachusetts, muito pragmático, conseguiu fazer muitas coisas e, no entanto, teve de se converter noutra pessoa para conseguir a nomeação.”

Para defender a candidatura na ala mais radical do partido, o Tea Party, Romney teve de nomear Paul Ryan como parceiro de equipa, uma escolha que assustou não apenas os indecisos e democratas mas também os republicanos mais moderados .

O ex-governador, no passado, defendeu os direitos dos homossexuais e o aborto, como recorda Kasie Hunt, jornalista:

“Romney anunciou que tinha mudado de ideias e comportou-se como se sempre tivesse sido contra o aborto. Claro que a decisão foi encarada como uma manobra de aproximação à linha ortodoxa do Partido Republicano”

Outra grandes contradição deu-se em relação ao seguro médico universal, que ele mesmo instaurou no Massachusetts, mas contra o qual lutou a nível nacional, por ser uma proposta de Obama.

“Se o nosso objectivo é criar postos de trabalho temos de parar de gastar cerca de ao redor de um bilião de dólares por ano, que não temos. Por isso penso eliminar todos os programas caros e desnecessários que detetar, entre eles, o seguro médico universal de Obama, o Obamacare, para poupar.”

Mitt Romney também sofreu as consequências da afirmação de desprezo pelos mais desmunidos:

“De acordo, há 47% que estão com Obama, que dependem da ajuda do governo e que acham que são vítimas…Eu não me vou preocupar com essas pessoas, nunca as iria convencer”.

Visivelmente, o candidato republicano não foi convincente para ganhar a eleição presidencial apesar do impulso que tentou dar à campanha depois do primeiro debate televisivo com Barack Obama.