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Bruxelas promete apoios para salvar indústria automóvel

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Bruxelas promete apoios para salvar indústria automóvel

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Há cinco anos que a indústria automóvel europeia vê cair a procura, acumulando prejuízos que levam ao encerramento de fábricas. É o caso da Peugeot, da Ford e da Opel. O comissário europeu para a Indústria, Antonio Tajani, apresentou um plano de ação com quatro pilares, que vai discutir com os estados-membros.

“Decidi reunir-me com a indústria, tanto com os sindicatos, antes do final de novembro, como com os ministros, que convidei para discutir uma política industrial que favoreça a índústria automóvel”, disse Antonio Tajani.

Num só ano, a aquisão de carros novos caiu quase 11% e a Comissão Europeia estima que a recuperação do setor só deve começar a notar-se em 2015. Um dos mais recentes exemplos da crise ocorreu em Genk, na Bélgica, cujo encerramento da fábrica Ford, anunciado para 2014, vai deixar mais de quatro mil funcionários no desemprego.

“Toda ajuda é bem-vinda. Por outro lado, espero que seja mais que só diálogo, que sejam de facto tomadas decisões que ajudem a indústria automóvel na Europa. Caso contrário, será só para se exibirem e darem às pessoas falsas esperanças”, disse o sindicalista Rhonny Champagne.

O facto é que a Europa está a produzir 25% a mais de carros do que aqueles que consegue escoar. As empresas tentam encontrar novos mercados, mas esperam a ajuda de Bruxelas, que promete investimento ao nível de novos modelos elétricos, reconversão dos trabalhadores e apoios à exportação.

“Penso que, se se investir o suficiente em inovação, se se cortar no excesso de produção e se fizer uma reestruturação desta indústria, vamos poder torná-la competitiva”, disse Ivan Hodac, da Associação Europeia do Sector Automóvel e Manufactura.

A industria automóvel dá emprego a 12 milhões de europeus, entre postos de trabalho diretos e outros setores relacionados como metalurgia e têxtil.