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Parlamento grego aprova austeridade com pequena margem

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Parlamento grego aprova austeridade com pequena margem

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Depois de uma noite de confrontos, entre manifestantes e as forças de autoridade, Atenas amanheceu num cenário de um quase pós-guerra.

Mais de 70 mil gregos protestaram contra a aprovação, pelo parlamento, de um plano plurianual de austeridade.

153 deputados dos partidos conservador e socialista, que apoiam o governo, aprovaram o documento, toda a oposição votou contra, assim como seis deputados socialistas e um conservador que quebraram a disciplina de voto.

“Estes legisladores deviam perguntar-se o porquê de estarem olhar apenas para eles. O salário deles, os rendimentos deles, os benefícios sociais deles não deviam ser reduzidos também, como têm sido reduzidos para as pessoas e para os reformados, como eu? Para mim, isto é uma vergonha!”, exclama este pensionista.

Depois de uma greve geral de 48 horas, que afetou a indústria, a administração pública, a escolas, a banca e o setor da saúde, os sindicatos dos transportes resolveram prolongar a greve por mais um dia. Hoje estão encerrados. Para os gregos, esta é uma crise europeia.

“Creio que existem problemas sistémicos mais amplos, europeus, que precisam ser abordados. A Grécia é responsável por se ter tornado no elo mais fraco, mas penso que que há questões sistémicas que precisam ser tratadas a nível europeu”, afirma este grego.

O plano plurianual de austeridade, prevê a redução dos salários dos altos funcionários em 27 por cento, a saída de milhares de funcionários, a desregulação acrescida do mercado de trabalho e dos serviços, o aumento de impostos e o aumento da idade da reforma para os 67 anos.