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Governo espanhol estuda moratória para despejos após segundo suicído

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Governo espanhol estuda moratória para despejos após segundo suicído

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Mais de 48 mil pessoas despejadas desde o início do ano em Espanha e um segundo suicídio em menos de três semanas.

Uma mulher de 53 anos saltou da janela do seu apartamento num segundo andar, em Barakaldo, no país basco, no momento em que era alvo de uma ação de despejo.

Um desfecho trágico de uma situação que afeta atualmente mais de 300 mil espanhóis, impossibilitados de pagar o crédito à habitação.

O governo e a oposição reuniram-se de emergência para discutir a possibilidade de aplicar uma moratória às decisões judiciais que afetam as pessoas mais carenciadas.

A vaga de despejos é vista como uma consequência da chamada bolha imobiliária, tendo criado uma onda de protestos contra os empréstimos concedidos por bancos a pessoas sem recursos.

Um relatório do conselho superior da legislatura espanhol, entretando chumbado, propunha há semanas a possibilidade de utilizar parte do dinheiro do resgate aos bancos para indemnizar as pessoas afetadas.

Segundo a lei espanhola, as pessoas despejadas continuam a ser obrigadas a saldar a dívida aos bancos.

O governo espera agora que sejam os bancos a aplicar a moratória e a tomar em conta a situação familiar e financeira das pessoas visadas por este tipo de ações judiciais.