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Síria: teatro sangrento da guerra

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Síria: teatro sangrento da guerra

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As tropas do regime sírio bombardearam, nesta sexta-feira, vários bairros de Damasco e localidades da periferia da cidade, além de enfrentar os insurgentes na província de Deir ez-Zor.
Tall Rifar, no nordeste do país, também está a ser alvo das forças do regime com bombas de fragmentação que nem sempre explodem no impacto mas que depois são mortíferas para a população civil, nomedamente para as crianças, que pegam nelas como brinquedos.

Os combatentes da oposição a Al Assad perderam uma das grandes mesquitas de Aleppo e áreas residenciais por causa dos barris cheios de combustível e outras bombas incendiárias. Eles respondem do mesmo modo, inclusivamente com botijas de gás e coktails molotov.

“O problema não é entre mim e o povo” – teima Assad – são os Estados Unidos que estão contra mim, o Ocidente está contra mim assim como vários países árabes, incluíndo a Turquia que não é árabe. Se os sírios estão contra mim, como é que eu estou ainda aqui?”

Para o presidente Bashar al-Assad o problema do país não é a reconciliação, mas “o terrorismo”.
Entrevistado pela televisão russa, Russia Today, Bashar Al Assad rejeitou ainda ser um fantoche de Moscovo ou abandonar o país. “Nasci na Síria, vivo na Síria e morrerei na Síria”.

E assim será, asseguram os rebeldes, que também lutam com tudo o que tem à mão.
Também mostram as bombas de fragmentação que, apesar de mortíferas ainda não foram banidas porque países como os Estados Unidos, Paquistão, Rússia, China e Israel não assinam a Convenção de Oslo.

A guerra civil síria repete todos os excessos de Sarajevo, Cabul e tantos outros teatros de guerra: os inimigos são mortos a sangue frio, executados sem dó nem piedade.