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EUA: A "traição" do general Petraeus

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EUA: A "traição" do general Petraeus

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Uma demissão tão repentina quanto conveniente para a Casa Branca. O diretor da CIA, David Petraeus, demitiu-se ontem das suas funções na sequência de uma relação extraconjugal descoberta pelo FBI e revelada ao presidente Barack Obama, um dia após a sua reeleição.

Em causa está a relação de Petraeus com a escritora Paula Broadwell, co-autora de uma biografia sobre o também general que esteve aos comandos das ofensivas no Iraque e no Afeganistão.

Obama afirmou-se desapontado, mas aceitou a demissão que ocorre a dias de Petraeus ser convocado pelo congresso para testemunhar no caso do atentado de 11 de setembro passado contra a embaixada norte-americana em Bengasi, na Líbia.

Para uma especialista, “esta demissão levanta várias questões: esta relação amorosa comprometia de alguma forma os serviços secretos e tornava impossível a sua permanência no cargo? Não sabemos se existiam conflitos pessonais pois Petraeus mantinha-se discreto na CIA, em especial depois dos ataques de Bengasi, e muitos interrogavam-se se não necessitava de estar mais presente no debate público”.

A demissão ocorre num momento em que várias fontes falavam já da possível substituição de Petraeus no cargo.

O herói de guerra, o general várias vezes condecorado e sobrevivente da antiga administração Bush era visto também como um futuro candidato à presidência pelos republicanos, após a derrota de Mitt Romney.

Entre os possíveis sucessores de Petraeus à frente da CIA, encontram-se John O. Brennan, atual assessor de Obama para assuntos de segurança doméstica e contraterrorismo ou Michael Vickers, antigo agente da CIA e atualmente responsável pelos serviços de inteligência do Pentágono.