Última hora

Última hora

"Vatileaks": Informático apanha dois meses de pena suspensa

Em leitura:

"Vatileaks": Informático apanha dois meses de pena suspensa

Tamanho do texto Aa Aa

Dois meses de prisão, com pena suspensa, foi a pena aplicada este sábado ao informático Claudio Sciarpelletti, que terá ajudado o mordomo de Bento XVI a roubar e divulgar documentos privados do Vaticano. O caso, conhecido como “Vatileaks”, surgiu em janeiro e revelava a alegada existência de corrupção no seio da Santa Sé.

Sciarpelletti, de 48 anos e há 20 a trabalhar no Vaticano, foi julgado à margem do mordomo Paolo Gabrielle. O informático, que estava detido desde 25 de maio, acabou condenado apenas por obstrução à justiça no decurso da investigação.

Paolo Gabriele, o mordomo, detido desde 23 de maio, já havia sido, por sua vez, condenado no início de outubro a 18 meses de prisão efetiva pelo roubo dos documentos.

O Papa Bento XVI admite, ainda assim, perdoar Gabriele. “O Papa tem o poder da Graça do Senhor. De acordo com os seus sentimentos, ele irá tomar uma decisão. A qual, nós, iremos respeitar totalmente. Por isso, vamos esperar por essa decisão”, afirmou o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone.

Paolo Gabriele, de 46 anos, era, desde 2006, o mordomo pessoal de Bento XVI. O ajudante particular de Sua Santidade admite ter desviado documentos privados do Vaticano, alegando que o fez para o bem da Igreja.

Gabriele terá entregue os documentos a um jornalista, o que deu origem em janeiro deste ano a um escândalo de alegada corrupção no Vaticano. A Santa Sé não lhe perdoou. O Papa? Talvez.