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Faixa de Gaza: A pior onda de violência desde 2009

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Faixa de Gaza: A pior onda de violência desde 2009

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A violência junto à Faixa de Gaza, fruto do conflito entre Israel e rebeldes palestinos, escalou este fim de semana e provocou a onda de combates mais grave desde o início de 2009. Um ataque de rebeldes palestinos a um veículo israelita fez quatro feridos no sábado e motivou uma resposta firme dos militares às ordens de Jerusalém.

Um primeiro contra-ataque israelita vitimou quatro palestinos nos arredores da cidade Gaza. E outros ataques seguiram-se.

Os rebeldes reagiram às investidas israelitas com lança rockets para o território adversário e fizeram pelo menos mais um ferido. O fogo cruzado prolongou-se durante a noite e na manhã deste domingo.

O primeiro-ministro israelita responsabiliza os rebeldes palestinos pelo escalar de violência na Faixa de Gaza. ‘‘O mundo tem de perceber que Israel não vai baixar os braços enquanto outros nos tentam atacar. Estamos preparados para intensificar a nossa resposta”, garantiu Benjamin Netanyahu, antes da reunião semanal do Conselho de ministros israelitas, onde a escalada de violência junto à Faixa de Gaza seria analisada.

Os estragos no lado palestino, provocados pelas bombas israelitas, são muitos. O número de mortos subiu para seis – pelo menos dois deles seriam elementos da Jihad islâmica. Os feridos palestinos ultrapassam as três dezenas.

Um porta-voz do Hamas, organização islâmica que administra a Faixa de Gaza, acusa Israel de estar a alvejar inocentes. “Este é um escalar de violência muito perigoso. Estão a matar civis. Não podemos ficar calados. Nunca iremos aceitar esta situação imposta ao povo palestino”, avisou Fawzi Barhoum.

Num dos primeiros contra-ataques israelitas, no sábado, morreram quatro palestinos, que o Hamas identificou como civis que participavam num funeral nos arredores da cidade de Gaza morreram. Entre essas vítimas estavam três adolescentes.

O número de mortes, resultantes deste escalar de violência na região da Faixa de Gaza, subiu entretanto para 6 face à descoberta dos corpos de dois alegados elementos da jihad islâmica.