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Espanha: Banca suspende despejos

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Espanha: Banca suspende despejos

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A Associação Espanhola da Banca aceitou, esta segunda-feira, a proposta do Governo para suspender, durante dois anos, os despejos de pessoas que não conseguem pagar o empréstimo de habitação, “em casos extremos”.

A decisão foi tomada depois de vários suicídios de proprietários que foram obrigados a entregar a casa aos bancos.

O presidente da Associação Espanhola da Banca explica que os beneficiários desta medida serão “os casos de doença grave, casos de dependência, os casos de idade avançada, casos de filhos… Todos estes casos estariam, evidentemente, incluídos neste capítulo.”

A lei espanhola em vigor desde o início do século XIX, favorece, em especial, os bancos e outros credores. Mesmo que o mutuário entregue o imóvel, a lei obriga a que salde a dívida, mesmo que o credor já tenha leiloado o imóvel.

Uma lei que deve ser, agora, revista.

“Esta situação vem de longe. Antes, o governo nunca tomou qualquer decisão. Que o faça o primeiro-ministro. Creio que é algo que temos de valorizar e agradecer também ao Governo por essa sensibilidade”, diz a secretária-geral do Partido Popular, María Dolores de Cospedal.

A medida, anunciada esta segunda-feira, não tem caráter retroativo, não sendo válida para processos de despejo que estão, já, em execução.

Os tribunais espanhóis ordenaram quase 19.000 despejos, só no segundo trimestre de 2012.
Desde 2008, quando começou a crise, foram executados mais de 200 mil imóveis.