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Grécia: Quando acaba a agonia?

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Grécia: Quando acaba a agonia?

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O parlamento grego aprovou o orçamento de austeridade, mas Atenas não vai receber já a ajuda internacional, apesar de precisar urgentemente de dinheiro.

O euro grupo não prevê tomar decisões na reunião desta segunda-feira e vai convocar novo encontro nos próximos dias, esperando poder superar as divergências entre europeus e Fundo Monetário Internacional (FMI), por exemplo, sobre o nível de sustentabilidade da dívida helénica.

O FMI evoca a possível necessidade de um novo perdão de dívida, envolvendo esta vê os credores públicos, como o Banco Central Europeu (BCE). Algo ao qual se opõe o BCE e países como a Alemanha.

Theodore Krintas, analista financeiro, diz que “a Grécia está, de certa forma, a correr a maratona. Algo de bom parece estar a acontecer e a maioria das pessoas compreende. Isto será uma maratona”.

Tendo em conta os números do Eurostat e as previsões da Comissão Europeia, Atenas terá dificuldades em baixar a dívida do atual nível, mais de 170% do PIB, para 120% do PIB em 2020, o limite máximo fixado pelo FMI nas últimas negociações.

A situação é tensa. Atenas espera há meses a fatia de ajuda de mais de 31 mil milhões de euros e vê vencer esta semana cinco mil milhões de euros em obrigações. O leilão desta terça-feira poderá não permitir recolher a totalidade da soma.

Os dirigentes europeus recusam ceder à pressão grega e respondem que a Grécia está agora a respeitar as condições que deveriam ter sido implementadas até junho passado.